sábado, 17 de abril de 2010
Carta à Cora
Assim vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
Querida Cora, lembro como se fosse hoje meu primeiro contato com sua obra. Suas palavras simples e belas me cativaram imediatamente. A forma como escreveu sobre seu dia a dia, o fogão, a terra, me enterneceram. Um dia porém ainda muito jóvem li o poema transcrito acima. Me senti triste.Por que uma pessoa tão especial deveria aceitar " as limitações de sua condição de mulher"? Não entendia. Nas entrelinhas eu lia " tive que me resignar à minha condição de mulher, aprender a viver com ela".Que mundo injusto, que tempo rude, que vida difícil.Eu era tão ingênua Cora. Acreditava que por ter nascido num outro tempo não passaria por essas coisas. Viveria de igual pra igual com qualquer pessoa, fosse homem ou mulher. Quanta tolice!Lamento mas te digo que do seu tempo pro meu pouca coisa mudou.Sim, hoje temos carreira profissional, mas pra isso perdemos a infância de nossos filhos, e as vezes esperamos tanto para tê-los que não os temos mais.Chegamos em casa exaustas e temos tudo nos aguardando: Casa, filhos, marido, refeição, cama. Passamos o dia fora mas nossas "obrigações de mulher" estão em casa à nossa espera.Somos culpadas por quase tudo, desde um filho que se revolta até um marido que nos abandona, afinal ambas as situações se deram por vivermos sempre cansadas, estressadas ou ausentes.E nossos erros sentimentais ou morais? Esses continuam sendo os piores. Ainda somos estigmatizadas e carregamos nos ombros pela vida toda qualquer erro moral que cometamos, sem que ninguém se importe com nossos motivos. Esperar o que? Quem são nossos juízes?É uma pena Cora, mas ao que parece, para nós mulheres, todo tempo será rude, e sempre teremos que aprender a viver com lutas e pedras.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Promessa ( Fátima Guerra)
***
(Fátima Guerra)
***
O amor será nosso entardecer
um pôr-do-sol a cair no mar
e então virá nossa noite azul
com estrelas que
brilharão tão lindas.
***
No meu olhar, eu te abrigarei
num beijo teu, eu me encontrarei
e o tempo então vai testemunhar
nosso amor
que jurou não acabar.
***
Postei esse lindo poema em homenagem ao meu marido. Incrível como ao ler as belas palavras de Fátima Guerra, percebi que nelas havia tudo o que queria dizer e até então não encontrava as palavras.
Querido amor
" ...o tempo então vai testemunhar nosso amor que jurou não acabar"
" ...o tempo então vai testemunhar nosso amor que jurou não acabar"
Te amo!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Até quando
Até quando?
Negarei que vivo triste, fingirei que nada existe
até quando?
Nossas bocas encontrarão outras, aumentando a saudade louca
até quando?
Seu orgulho seguirá vencendo, vendo nossos corações morrendo
até quando?
Me responda meu amor
até quando?
Te prometo
estarei esperando.
Mas preciso saber,
até quando?
Negarei que vivo triste, fingirei que nada existe
até quando?
Nossas bocas encontrarão outras, aumentando a saudade louca
até quando?
Seu orgulho seguirá vencendo, vendo nossos corações morrendo
até quando?
Me responda meu amor
até quando?
Te prometo
estarei esperando.
Mas preciso saber,
até quando?
Assinar:
Postagens (Atom)

