terça-feira, 16 de março de 2010

O gosto da morte

 
Minha alma seca, a angústia é tanta que meus ossos saltam. Ossos de um corpo que insiste em esvair-se como se nada mais importasse e sumir fosse seu único objetivo.
Meu coração foi rasgado, tudo de bom que nele havia se perdeu e não há nada que nele possa entrar.
Minhas feridas secretam um misto de sangue e fel, substância negra, amarga que me sobe à boca e me traz a mente a sensação de que este é o sabor da morte.
Acreditei num anjo, mas atônita descobri a crueldade de tal criatura.
Sim, existem anjos da morte.

2 comentários:

  1. William Shakespeare:

    Não chore mais o erro cometido.
    Na fonte há lodo. A rosa tem espinhos;
    O sol no eclipse é obscurecido;
    Na flor, o inseto também faz seu ninho.
    Erram todos, eu mesmo errei tanto,
    Que te sobram razões para compensar
    Com estas faltas minhas tudo quanto
    Não terás tu somente a resgatar.
    Os sentidos traíram-te e meu senso
    De parte adversa é mais teu defensor,
    Se contra mim te escuso e me convenço.

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  2. O comentário é melhor que a postagem. Como competir com Shakespeare?

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