Seu ódio machuca minh'alma
Espinho é o seu desprezo
Sei que foi grande meu erro
Mas que poderia fazer?
O amor nos tira a razão
A dor nos leva à loucura
Perdemos até a doçura
Que tínhamos no coração
O ressentimento é tão forte
Dói mais do que faca afiada
Entrando no peito aos poucos
Que fere mas não leva à morte
Os sonhos se foram, partiram
Sobraram só desenganos
Perdidos provocamos danos
Naqueles que um dia amamos

O ÓDIO NUNCA É BOM AINDA mais quando envolve o coração.
ResponderExcluirComo disse Pascal "O coração tem razões que a própria razão desconhece"...
ResponderExcluirAgradeço a visita e o comentário Mateus.
O amor e o ódio confundem-se em extremos que são, a Florbela Espanca descreveu bem o quão contraditório é o amor:
ResponderExcluirEu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Mas o Camões tem uma descrição ainda melhor:
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Amar é um estado dinâmico ou se regenera permanentemente ou se conforma indefenidamente:
Cumprimentos
Seu comentário é puro sentimento, pura arte.
ResponderExcluirAgradeço muito, de coração.