sexta-feira, 21 de maio de 2010

Inocência






















Dança à frente do espelho


sonha com um dia melhor.


Seus seios firmes,


a inocência em flor,


quanto valerá?


Aquele gringo diz que pagará


uma boa grana


pode te tirar do drama


da miséria da vida que tens.


Pinta o rosto vai à luta


quem pode te chamar de puta?


Seu sorriso infantil


seu jeito de criança,


não há como ocultar.


São muitas suas necessidades


a mídia lhe encheu de futilidades.


Quem somos nós pra julgar?


A sociedade


que falhou em te ajudar.



7 comentários:

  1. Muito bom: uma incursão no social é sempre bem-vinda no mundo dos blogs poéticos.

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  2. Oi Marcelino! Bem difícil esse nosso social, não é mesmo? Obrigada pelo comentário.

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  3. Gostei particularmente de "São muitas suas necessidades a mídia lhe encheu de futilidades".Boa reflexão, boa sonoridade de poema, se quiseres ler o que escrevi sobre isso duma forma genérica lê o meu post de 12 de Dezembro de 2009 cujo título é: Mulheres de vida.
    Do amigo portuga

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  4. Está tudo bem contigo? Há muito tempo que não escreves...
    beijos
    Bom fim de semana

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  5. “Sou alguém inconformada”,
    — Também sou!
    “sensível,”
    — Também.
    “que necessita de um pouco de poesia para sobreviver ao caos reinante.”
    — Falamos a mesma linguagem, pois escrevemos poesia.
    “Acredito e anseio pela justiça social.”
    — Justiça? Uma discussão constante. Existe?
    “Enfim sou gente que precisa de outras gentes para seguir seu caminho.”
    — Também sou gente. Gostaria de ser seu amigo!

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  6. Também não sei se justiça existe, não a conheço de fato, mas anseio por conhece-la. Então...continuemos caro amigo!

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  7. Meu amigo de além mar, realmente andei sumida. Se está tudo bem?... vamos levando a vida. Beijos

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