sexta-feira, 21 de maio de 2010
Inocência
Dança à frente do espelho
sonha com um dia melhor.
Seus seios firmes,
a inocência em flor,
quanto valerá?
Aquele gringo diz que pagará
uma boa grana
pode te tirar do drama
da miséria da vida que tens.
Pinta o rosto vai à luta
quem pode te chamar de puta?
Seu sorriso infantil
seu jeito de criança,
não há como ocultar.
São muitas suas necessidades
a mídia lhe encheu de futilidades.
Quem somos nós pra julgar?
A sociedade
que falhou em te ajudar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Muito bom: uma incursão no social é sempre bem-vinda no mundo dos blogs poéticos.
ResponderExcluirOi Marcelino! Bem difícil esse nosso social, não é mesmo? Obrigada pelo comentário.
ResponderExcluirGostei particularmente de "São muitas suas necessidades a mídia lhe encheu de futilidades".Boa reflexão, boa sonoridade de poema, se quiseres ler o que escrevi sobre isso duma forma genérica lê o meu post de 12 de Dezembro de 2009 cujo título é: Mulheres de vida.
ResponderExcluirDo amigo portuga
Está tudo bem contigo? Há muito tempo que não escreves...
ResponderExcluirbeijos
Bom fim de semana
“Sou alguém inconformada”,
ResponderExcluir— Também sou!
“sensível,”
— Também.
“que necessita de um pouco de poesia para sobreviver ao caos reinante.”
— Falamos a mesma linguagem, pois escrevemos poesia.
“Acredito e anseio pela justiça social.”
— Justiça? Uma discussão constante. Existe?
“Enfim sou gente que precisa de outras gentes para seguir seu caminho.”
— Também sou gente. Gostaria de ser seu amigo!
Também não sei se justiça existe, não a conheço de fato, mas anseio por conhece-la. Então...continuemos caro amigo!
ResponderExcluirMeu amigo de além mar, realmente andei sumida. Se está tudo bem?... vamos levando a vida. Beijos
ResponderExcluir