Em meu ventre você pulsava
mesmo que não te sentisse
sabia que estava lá.
Com você eu já sonhava
te imaginava em meu seio
da fome a se saciar.
Mas meu útero hostil
rejeitou sua presença
em mim restou o vazio
e uma mulher que lamenta
o filho que nunca existiu.
Querida Drica
ResponderExcluirO filho existiu, sim! Dentro do coração, no invisível, no desejo, até na tristeza que se fez presente pelo que não se realizou...
Ser mãe é uma vocação, um sentimento que a mulher emana.
Vc é uma graça.
Bjs
Mell
Obrigada querida! Você tem razão, todos os sentimentos se dirigem a alguém que de fato existiu e por que não dizer existe de alguma forma em algum lugar que eu ainda não conheça...
ResponderExcluirBeijo
Belo lamento, sofrido mas muito bonito, Drica.
ResponderExcluirObrigada Marcelino!
ResponderExcluirOlá Drica:
ResponderExcluirDurante largos dias reflecti se haveria de comentar esse teu lamento, e decidi fazê-lo tendo como princípio a amizade fresca que nos enlaça e a admiração pela mulher coragem, sensível e inteligente que evidencias. Começo antes demais com este pensamento:
"Il n'est jamais trop tard pour devenir ce que nous aurions pu être." George Eliot. A vida não se esgota numa só vertente e embora tecnicamente pudesse dicertar sobre abortos espontâneos, a natureza muita das vezes é sãbia e conciliadora. Conto-te assim uma pequena história verídica cujos intervenientes tu conheces (salvaguardando qualquer conotação negativa que possa haver, mas acredita a analogia é afectuosa).
Era um casal, ele Afonso, apesar de baiinho apresentava um aspecto imponente e másculo ela mais delicada com um ar feminino apaixonaram-se quando entraram na nova casa e conheceram os seus novos companheiros. Tudo entre eles é cumplicidade, à medida que amadureceram era desejo de todos terem uma prole sua. Nos primeiros tempos todos fizeram os poss´+iveis e os impossíveis para que acontecesse, mas a natureza e o stress envolvente impediu esse sonho e quando aconteceu teve como protagonista uma gravidez psicológica, em que Matilde tudo evidenciou como se fosse ser mãe. Todos ficaram muito tristes, e recataram-se ao silêncio...resignaram-se, o importante era que Matilde e Afonso estavam bem juntos e os seus companheiros de casa os adoravam. Anos depois Matilde no inverno vai engordadando, já ninguém valorizava pois ninguém queria acreditar que desta vez a natureza sorrateiramente permitiria à Matilde ser mãe de 4 filhos lindos, que em breve poderás ver em fotos no meu blog.
Conclusão: Deixa a vida acontecer e sobretudo não deixes de amar porque essa é a primeira condição para se ser mãe, talvez o tempo trate do resto, porque concerteza tu mereces e brotarás gente que precisa de outras gentes para seguir o teu (vosso) caminho, até lá nõ te envolvas no caos e faz das tuas neuroses de mulher normal momentos de felicidade, eu estarei sempre pelo meu blog ou aqui no teu dando-te o apoio parco para o que precisas mas grande na vontade.
Do amigo para lá do Oceano, numa terrinha, Portugal, onde o sonho um dia se projectou no mar e até terras de Vera Cruz deixámos bastiões de valor e calor Humano como é o teu caso, por isso vive e sorri que o sonho comanda a vida e ela acontece.
Com a amizade que me mereces
Como sempre jorra sensibilidade de suas palavras...
ResponderExcluirFico muito feliz em saber que Matilde já é mamãe não vejo a hora de ver seus filhotinhos.
O consolo de suas palavras caem muito bem em meu lamento.
É um grande prazer ter seu apresso e sua amizade, tendo em vista a admiração, que mesmo de longe tenho por você. Obrigada de coração.